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Café da manhã na Pedra do Baú

Já pensou em contemplar o nascer do sol em cima da Pedra do Baú, tomando um delicioso café da manhã? A Altus Turismo Ecológico nos levou para conferir as belas paisagens e viver uma experiência incrível! Nós já tínhamos uma vontade enorme de fazer a trilha da Pedra do Baú e, ao saberem que estávamos […]

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Trilha da Pedra Redonda

Monte Verde-MG

A Pedra Redonda é um dos atrativos turísticos mais famosos de Monte Verde-MG por ser de fácil acesso e curta extensão! Monte Verde! O nome já diz tudo! O distrito de Camanducaia, Minas Gerais fica a 1.555 metros acima do nível do mar e é envolvido pelo arzinho gelado da Serra da Mantiqueira. É muito […]

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Rota das Cachoeiras

Corupá - SC

A Rota das Cachoeiras de Corupá tem uma grande importância ecológica, pois fica numa das últimas áreas remanescentes de Mata Atlântica de Santa Catarina! Por isso, a ‘BIO EXTRATUS COSMÉTICOS NATURAIS’, uma empresa que ama a natureza e acredita no ecoturismo com responsabilidade, convidou-nos a conhecer este pedaço preservado de floresta tropical. A Rota das Cachoeiras, […]

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Pico Camapuã

Nosso noivado em cima das nuvens!

Subimos o Pico Camapuã namorando e descemos noivos! Não tinha melhor maneira de eternizarmos a nossa primeira montanha! O Pico Camapuã foi um ‘graaaaannndeeee’ divisor de fases de nossas vidas! Dia 5 de agosto é o DIA DO MONTANHISTA! E, a partir de 2017, passou a ser um dia duplamente inesquecível para nós: fizemos o […]

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Pico Paraná

Comemorando o Dia dos Namorados!

Saiba tudo sobre o Pico Paraná: onde começa a trilha, quando ir, os desafios e os obstáculos encontrados, os locais para camping, pontos de água, as maravilhas da natureza e o checklist!

O Pico Paraná é a montanha mais alta da região Sul do Brasil, com 1.877 metros. Localizado na porção central da Serra do Ibitiraquire, entre Campina Grande do Sul e Antonina, o PP, abreviatura pela qual também é conhecido, é uma montanha ícone para os montanhistas paranaenses! De seu cume, avista-se toda a serra na qual está inserido e vizinhas, além de trechos do litoral, de Curitiba e das demais cidades do primeiro planalto paranaense.

Pico Paraná

Onde Começa a trilha

Pode-se iniciar a trilha a partir de duas propriedades privadas. Começamos da Fazenda Pico Paraná, onde pagamos uma taxa de R$15,00 por pessoa (junho/2018), que inclui a manutenção da trilha, trabalhos de preservação do meio ambiente na região, segurança dos veículos e controle de visitantes. Na sede da fazenda também há uma base de rádios na frequência 2-0, para quem tiver rádio se conectar, facilitando a comunicação de emergência e pedidos de resgastes. Para quem quer fazer o PP de ataque, iniciando o trekking de madrugada, saiba que o valor das 20 h às 06 h é R$ 20,00 (junho/2018).

No receptivo da fazenda também há espaço para camping, cachoeira, banheiro para tomar banho e lanchonete que vende café, refrigerante, cerveja, água, água de coco e pastéis, por sinal, deliciosos! Para chegar até a Fazenda Pico Paraná, pegue a BR-116 em direção a São Paulo. Depois de passar o Posto Tio Doca, à esquerda, siga mais uns 2 km até avistar uma placa indicando a entrada à Fazenda Pico Paraná, à direita, que fica exatamente antes da ponte sobre o Rio Tucum. Depois, siga pela estrada de terra por uns 7 km, sempre seguindo as placas da Fazenda Pico Paraná ou da Fazenda Rio das Pedras.

Lembre-se de que há pedágios. Também é possível ir de ônibus, sendo a passagem é vendida pela Princesa dos Campos com destino à Terra Boa. Sr. Dilson é o responsável pela administração da Fazenda Pico Paraná.

Fazenda Pico Paraná
Fazenda Pico Paraná – lugar seguro para deixar os veículos, acampar, comer e tomar banho
Pico Paraná
Nosso grupo liderado pelo condutor em área natural, Bruno Banhuk.
Getúlio - Pico Paraná
Pausa para o almoço no Getúlio
Pico Paraná
Bananika Chips é uma ótima pedida para repor o sal e o açúcar do organismo
Pico Paraná
Pedra do Grito – trilha Pico Paraná
Pico Paraná
Olha ele lááááá!
Pico Paraná
Vista da Serra do Ibitiraquire – Pico Paraná
Pico Paraná/PR
Bifurcação para o Pico Caratuva
Pico Paraná/PR
Momentos antes da descida e da subida da crista – parte tensa!

Quando ir

O verão na região é muito chuvoso. Como há muitos trechos expostos a raios e a mercê do clima da montanha, a melhor época é no inverno, quando os dias são mais secos e firmes, o céu é mais azul e a temperatura é mais amena. Fomos nos dias 09 e 10/jun/2018, com baixas temperaturas, sem chuva e sem “tapete de nuvem”. Porém, pudemos contemplar as estrelas, assistir ao nascer do sol e ter a vista perfeita dos 360º do topo. 

Como é a trilha: desafios, obstáculos e vistas

A subida do Pico Paraná leva de 6 a 8 horas, dependendo da condição e do preparo físicos da pessoa ou do grupo. Recomendamos que a jornada seja planejada para que o acampamento seja armado ainda à luz do dia. A trilha é toda sinalizada, inclusive com algumas placas nos cruzamentos importantes, mas recomendamos fazê-la com guia, sem sombra de dúvidas! É muito importante fazer com alguém que conheça o caminho e os pontos de água. Só faça por conta se você já tiver bastante desenvoltura e experiência em montanhismo. Recomendamos nosso condutor em área natural, Bruno Banhuk – Whatsapp: (42) 99969-6254. 

Lembre-se de que subir o PP não é somente uma caminhada longa, ela é considerada de nível difícil pelo fato de o terreno ser acidentado, ter vários pontos de ‘escalaminhada’ e ainda por ter trechos expostos. Resumindo, o trekking é bem chatinho! Ainda bem que todo o esforço é recompensado com o visual final! haha

O início da trilha já é uma subidinha puxada! Depois, caminhamos por uma mata muito fechada, cheia de galhos enroscando nas mochilas, sacos de dormir e isolantes térmicos. Por isso, uma dica é tentar colocar tudo dentro do mochilão. Depois, vem o “vale das raízes”, pelo qual ficamos em torno de 2 horas: pense num trecho que requer atenção redobrada e muuuuita calma! Em seguida, vêm a descida e a subida da crista, sendo que é na subida uma das piores e amedrontadoras partes: subimos o paredão de pedra escalaminhando pelos grampos e cordas, expostos ao penhasco. É um momento tenso, mas vai! Logo na sequência chegamos ao A2, onde montamos o acampamento para pernoitarmos. No abrigo 02, captamos água, fizemos nosso jantar no fogareiro, tiramos fotos do céu estrelado e fomos dormir por volta das 21 h. A alvorada foi às 04 h, para fazermos a última parte da subida ao cume e pegarmos o nascer do sol. A escuridão da madrugada, somada ao fato de estarmos ansiosos para chegarmos ao cume, faz com que não percebamos as vistas maravilhosas e, até mesmo, os locais perigosos que passamos! Vá com cuidado, preste bastante atenção onde pisa e agarre-se firme nos grampos e pedras! Contemple o nascer do sol e as vistas lá de cima e volte se deslumbrando com a fascinante paisagem da serra!

Pico Paraná
Vista do Pico Paraná – antes da descida e subida da crista
Pico Paraná
Subir aquele paredão é tenso!

 

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Pico Paraná
Nascer do sol , Pico Paraná/PR
Pico Paraná
Lindo nascer do sol no cume do Pico Paraná
Pico Paraná
Cume do Pico Paraná
Pico Paraná
Vista da Baía de Antonina – Pico Paraná/PR
Pico Paraná/PR
Registrando a nossa conquista no livro do cume – Pico Paraná

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Pontos de Referência

Os pontos de referência até o cume são a Pedra do Grito, lago morto à esquerda, cume do Getúlio, cruzo para a trilha do Caratuva à esquerda, bica, cruzo para a trilha do Itapiroca à direita, primeira visão do Pico Paraná, abrigo 01, descida e subida da crista, abrigo 02, abrigo 03, a pedra do cume.

Acampamentos

Você pode acampar na própria Fazenda Pico Paraná, pois lá existe uma grande área de camping pra quem deseja fazer o trekking de ataque (subida e descida no mesmo dia). No A1, cabem 5 ou 6 barracas; no A2, 6 ou 7; no A3, umas 2 e, no cume, umas 4 ou 5 barracas. Recomendamos acampar no A2, como fizemos, por ser mais espaçoso para acomodação das barracas, ser menos exposto ao vento, ter captação de água, ficar a uma hora do topo, sem contar no belíssimo visual! Não recomendamos acampar no cume, porque não tem água e não é seguro em caso de tempestades e quedas de raios.

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Pico Paraná
Noite de queijos e vinhos para comemorarmos os 2 aninhos de #lylasser e o Dia dos Namorados
Pico Paraná - A2
Preparação da janta: miojo com linguiça Blumenau
Pico Paraná
Nosso condutor em área natural, Bruno Banhuk
Pico Paraná
Céu estrelado visto do Pico Paraná

Captação de água

Tem no início da trilha, ainda na fazenda. O próximo ponto fica depois do Getúlio, na bica, no meio do “vale das raízes”, entre o Caratuva e o Itapiroca. Após passar o cruzo para a trilha do Itapiroca, há mais dois pequenos rios, antes de chegar no A1. Depois, apenas no A2, pegando uma trilha que sai por trás da Casa de Pedra. Recomendamos levar uma garrafa de 1,5 L de água por pessoa e vá manejando a quantidade no decorrer do trajeto.

Checklist

  • Equipamentos – barraca p/ 2 ou 3 pessoas (compartilhe com os colegas) e divida o peso nas mochilas; isolante térmico; saco de dormir; cobertor de emergência; acreditamos que bastões de trekking nessa trilha não irão ajudar; lanterna de cabeça; carregador de baterias portátil; fogareiro (opcional) para preparação do jantar; saco estanque para proteger as roupas de dormir e eletrônicos; capa de chuva; capa de chuva para o mochilão (caso a previsão seja chuva); sacos plásticos para lixo e roupas molhadas;  caneca, garfo, faca e colher de alumínio; potinho de plástico para ser o prato;
  • Roupas – para a trilha: 01 legging para a subida e descida; 01 calça esportiva ou de trilha; 02 bandanas; 01 camisa manga longa dry-fit; 01 Anorak (corta vento); botas de trilha aderentes. Para dormir: 01 primeira pele; 01 calça térmica; 01 blusa Fleece; 01 calça moletom; 01 cacharrel; 02 pares de meia quentinhas; 01 toca/gorro; 01 cachecol quentinho; 01 par de luvas; 01 par de chinelos ou Crocs;
  • Alimentação – lanchinhos para a trilha: mix de castanhas, bananas, bananada, barras de chocolate Charge ou Sneackers, frutas secas, gatorade; almoço na trilha: sanduíche (quantidade e recheio livres); jantar: miojo, linguiça, ovo cozido, suco tangue, chocolate de sobremesa; café da manhã: Todynho e Bananika Chips são bem práticos para comer antes do ataque ao cume; na volta, café solúvel já misturado com leite em pó num recipiente pequeno; sanduíche;
  • Cuidado pessoal: lenços umedecidos; escova e pasta de dente; protetor solar e repelente; farmacinha: remédios para dor de cabeça, dor de estômago (acontece frequentemente os “desarranjos intestinais” devido à água ou uso do clor.in, enjoo), anti-alérgico, anti-inflamatório (para dores musculares – recomendamos Cataflan aerossol que ajudou muito na tendinite aguuudaaa), band-aid, esparadrapo, micropore, antisséptico, gaze, faixa, relaxante muscular, pomada para assaduras e vaselina para evitar bolhas e calos nos pés.
  • OBS: Adquirimos os nossos lanchinhos: mix de castanhas, frutas secas, amêndoas defumadas, cereais com mostarda e mel, bananadas e barras de proteína na Casa dos Cereais, e todos os nossos acampamentos na Casa do Pescador.

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Pico Paraná

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Expedição Monte Roraima

Os encantos e mistérios do Paraíso das Cachoeiras

A Expedição Monte Roraima é o trekking dos sonhos de todo trilheiro e aventureiro e atrai as atenções de biólogos e geólogos do mundo inteiro. Sabe por quê?

O imponente Monte Roraima
Monte Roraima visto depois da travessia do Rio Kukenán

O Monte Roraima constitui um tepui (tepuy), tipo de monte em formato de mesa, típico do Planalto das Guianas. Localizado na tríplice fronteira entre Brasil a leste (5% de sua área), Guiana ao norte (10%) e Venezuela (85%), o imponente tepui é o oitavo ponto mais alto do Brasil, com 2.875 metros de altitude. A sua origem remonta ao período Proterozóico (antigo pré-cambriano), há cerca de 1,7 a 2 bilhões de anos, antes da existência de uma vida complexa no planeta! Lá em cima, encontram-se fauna e flora marcados por acentuados endemismos (grupos taxonômicos que se desenvolveram numa região restrita, causados por mecanismos de isolamento, alagamentos, movimentação de placas tectônicas – deriva continental – e, por isso, tiveram que se adaptar.

Espécie endêmica de planta vista apenas no topo do Monte Roraima
planta vista apenas no topo do Monte Roraima

No topo, o terreno acidentado, inóspito, de solo ácido e pobre devido à lixiviação promovido pelo curso das águas, que impede a fixação dos nutrientes, encontramos uma vegetação diferente de tudo o que já vimos em nossas aventuras, com diversas espécies de plantas carnívoras, bem como répteis e anfíbios que vêm sofrendo constante evolução. Por exemplo, o sapinho “brachy” que era venenoso, mas, por falta de predador, não é mais. Vimos também um quati solitário, que rondava o nosso acampamento esperando receber comida. Ainda há muito o que se descobrir no topo do Monte Roraima e a cada ano novas espécies são descobertas.

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O planalto Monte Roraima é composto de arenito e conglomerados de dioritos, recoberto por camadas de argila e depósitos de quartzo. Tudo isso, propicia a formação de alguns dos atrativos que visitamos no topo: o “Vale dos Cristais”, elevadas concentrações desse mineral formam um “tapete” de vários centímetros de cristais brancos e rosados, e o arenito, erodido pelas condições climáticas, pode assumir o formato de monolitos, assemelhando-se a animais, objetos e outros – as pedras do “golfinho”, da “tartaruga”, do “macaco”, da “igreja”, do “labirinto” e do “coração”. O interior do planalto é repleto de cavernas, fendas, cânions e sumidouros, motivos que conferem o ar de mistério ao monte.

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CLIMA:

O clima é tropical, com verão (estação seca) de dezembro a março e inverno (chuvoso) entre abril e outubro. Isto é a teoria; na prática, o clima é bastante instável e nunca se sabe quando pode chover. No topo, a temperatura cai bastante, faz frio, é úmido e é comum ter muita névoa, mais um motivo que dá um certo mistério ao local, pois só enxergamos o que está a nossa frente à medida em que vamos andando, e a sensação é de andar sobre as nuvens! Nos meses de chuva (época em que fizemos a expedição), surgem incontáveis e gigantes quedas d’água. Por isso, o Monte Roraima também é conhecido como o Paraíso das Cachoeiras.

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EL PASO DE LAS LAGRIMAS
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ABISMO

HISTÓRIA: 

No ano de 1595, durante a colonização britânica e espanhola, foi descoberta a incrível Montanha de Cristal, o Monte Roraima. Porém só foi escalado pela primeira vez no ano de 1884, pelo aventureiro Everard Ferdinand Im Thurm. O monte já foi fonte de inspiração para escritores como Arthur Conan Doyle, que descreveu em seu livro, O Mundo Perdido (1912), as riquezas naturais e belezas da região, o qual inspirou o filme de animação UP, altas aventuras!

É por toda essa história, singularidade, beleza, imponência, lendas, mistérios e dificuldade de acesso que o Monte Roraima fascina muitas pessoas, inclusive nós! Vem com a gente para mais uma aventura?

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QUANDO IR?

É quase que unânime a ideia de que a melhor época para o trekking ao Monte Roraima é entre dezembro e março. Na verdade, esse período é menos chuvoso na região, mas não significa que não choverá! O contrário também pode acontecer: há expedições no inverno em que não chove, e o grupo tem a sorte de pegar dias ensolarados e abertos. Com certeza, é menos sofrido ir na estação seca, porque os equipamentos, as barracas e as roupas não molham, além de ser menos frio. Porém você não verá as cachoeiras, pois elas secam.

Fizemos a expedição de 7 dias entre 28 de abril a 04 de maio

1º dia: sol;

2º dia: muita chuva de manhã que encheu o rio Tek e Kukenán. Como temos que atravessá-los, tivemos que esperar até meio dia para começarmos a caminhada. Depois abriu o tempo;

3º dia: a ascensão foi de muita chuva o dia inteiro. Chegamos no topo ensopados e com muito frio;

4º e 5º dias: garoa e névoa no topo o dia todo. Mesmo assim, fizemos os trekkings para visitação dos atrativos. No final do 5º dia abriu o tempo, tivemos minutos sem névoa e fomos presenteados com vistas surreais dos paredões do Monte Roraima, das dezenas de cachoeiras, do tepui vizinho, o Kukenán, e da segunda maior queda livre do mundo.

6º e 7º dias: Descida com muito sol e direito a um banho geladinho no rio Tek para relaxar os músculos.

Preparativos pro trekking Monte Roraima
Galera animada de turistas e índios venezuelanos (guias e carregadores) nos preparativos para o trekking!
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Descanso e captação de água

DOCUMENTAÇÃO

Não é exigido passaporte. Leve identidade e carteira de vacinação contra a febre amarela. Não estava sendo cobrada a Carteira Internacional de Vacinação.

COMO CHEGAR E COM QUEM IR

De Boa Vista a Pacaraima, cidade brasileira que faz fronteira com a Venezuela, são 23O Km pela BR-174. Passando para o lado venezuelano, já na Autopista 10 (rota internacional que corta a Gran Sabana, liga o interior ao caribe e passa por várias comunidades e aldeias), chegamos em Santa Elena de Uairén, porta de entrada para o Monte Roraima. Mas para chegar ao monte, é obrigatório estar acompanhado de um guia local, contratado diretamente na Venezuela ou por meio de agências no Brasil.

  • Contratação de um guia na Venezuela: opção que pode parecer mais econômica. Mas você terá que pesquisar um guia de confiança, montar um grupo e ainda chegar à Santa Elena por conta própria. Realmente não aconselhamos essa prática, pois há muitos “índios” descomprometidos e que abandonam seus clientes turistas no meio da expedição e nós vimos isso acontecer!
  • Contratação de uma agência venezuelana: os preços são mais acessíveis por conta da desvalorização do Bolívar em relação ao real, porém você terá que chegar a Santa Elena por conta própria e os serviços podem não ser o esperado.
  • Contratação de uma agência brasileira: Mais recomendado por ser mais seguro e incluir transporte até o lado venezuelano. Fizemos com a Clube Native (@clubenative), de Boa Vista. Recomendamos e aconselhamos! Foi uma experiência maravilhosa, pois eles operam o trekking com uma equipe de nove índios venezuelanos super unida, responsável, experiente na trilha, cozinham muitooooo bem e entendem do clima, de primeiros socorros, costuram botas, carregam toneladas e, mesmo assim, estão sempre de bom humor e dispostos a ajudar. São verdadeiros super-heróis!

ALIMENTAÇÃO, BARRACAS E EQUIPAMENTOS

Ao contratar a Clube Native, está incluso no pacote o transporte até a Venezuela, alimentação nos 7  dias de trekking, barraca dupla, isolante térmico, saco de dormir, taxas administrativas e deslocamento de retorno à Boa Vista. Você só precisa levar seu mochilão com roupas e outros equipamentos individuais que contamos no checklist . Toda a alimentação é levada pelos guias locais, que preparam as refeições fresquinhas três vezes ao dia (café da manhã, almoço e jantar). Você só precisa levar petiscos e snacks, mas não caia na tentação de levar muita comida.

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OBS1: Você pode pagar um carregador por R$250,00 (mochila até 15kg);

OBS2: Os equipamentos oferecidos pela Clube Native são de ótima qualidade. E todo o resto compramos na Casa do Pesacador.

MANEJO DE ÁGUA, LIXO E BARRACA DO COCÔ

O trajeto ao topo do Monte Roraima é estrategicamente pensado à beira de rios para a coleta de água e banho. Da mesma forma estão localizados os chamados “hotéis” lá em cima, onde os guias montam nossas barracas e ficamos “hospedados” durante a expedição. Então, não se preocupe em levar muita água. Leve uma garrafa de 2 litros, CLOR.IN para desinfetação, e vá planejando a sua próxima captação de água. Os índios vão avisando os pontos. Leve também uma sacolinha para colocar o lixo que você produz durante a trilha e na barraca, depois vá entregando aos guias. Para fazer xixi, você pode ir no mato. Para fazer o nº2 existe a “barraca do cocô”, com penico e sacolinha com cal. Os guias também vão recolhendo.

O TREKKING (DIA A DIA)

DIA 1

-Saída de Boa Vista às 5:00h rumo à fronteira (Santa Elena de Uairén). Às 7:30h tem parada para café da manhã em Pacaraima;

-Rumo ao Paraitepuy: embarque nas Toyotas tacionadas. É cerca de 1:30 de 4×4 até o Paraitepuy, onde almoçamos, recebemos nossos isolantes térmicos e sacos de dormir;

-Trekking até o 1º acampamento Tokwõno, às margens do rio Tek: São 14 km de caminhada, mais ou menos 5 horas de caminhada a céu aberto, em meio à Gran Sabana, passando por riachos para tomar água e encher as garrafas. Lá, os índios montam as barracas e preparam o jantar enquanto tomamos banho no rio.

-Recomenda-se fazer o trekking de calça (para evitar picadas de puri puri e camisas de manga longa com proteção UV. Usar protetor solar, repelente e chapéu.

Dia 2

-Rumo à base: São cerca de 11 km até o acampamento Base, chegando a uma altitude de 1.850 metros. Logo no início da caminhada, atravessamos o Rio Kukenán.

-Recomenda-se atravessar de meias, pois elas aderem às pedras do rio, ou de papetes (tipo crocs). Também é legal usar aquelas calças que viram bermudas e ter a capa de chuva sempre de fácil acesso.

Dia 3 (1ª noite no topo)

-Hora de subir a rampa: da base ao topo são 3 km de subida, 4 a 5 horas de caminhada. “La rampa” é uma fenda natural que forma uma trilha que dá o único acesso ao topo do Monte Roraima. A fauna e a flora são muito exuberantes, e podemos observar várias espécies endêmicas, que só existem lá. A floresta já é úmida, com muitas travessias de pontos de águas, inclusive o  Salto Passo das Lágrimas. Passamos também por 2 “miradores” (mirantes), de onde observamos a Gran Sabana. Chegando ao topo, ainda caminhamos para chegar nos abrigos naturais, cavernas conhecidas como “hotéis”, localizados a 2.800 metros de altitude.

-Recomenda-se vestir calças e mangas longas. Devemos ter as mãos livres para segurarmos em galhos e raízes. Tomar cuidado com as pedras soltas. Quem precisar, use tensores para joelhos e tornozelos, pois são muito sobrecarregados.

Dias 4 e 5 (Tour pelo topo)

-Café da manhã e saída com destino aos atrativos do monte. Os guias fazem os roteiros dependendo do clima e disposição do grupo. Pode-se caminhar o dia inteiro, retornando apenas no final da tarde, ou caminhadas matutinas, com retorno para o almoço no “hotel” e depois caminhada vespertina. Mais uma vez, a quantidade de atrativos visitados vai depender do ritmo do grupo e das condições climáticas.

-Para o tour em cima do Roraima, recomenda-se usar vestimentas de acordo com o clima, levar capa de chuva, casaco corta-vento, protetor solar (mesmo nublado e com névoa, o sol queima), protetor labial, bandanas, balaclavas, lanche para a trilha.

Dia 6 (Início do retorno)

-Descida e retorno ao acampamento Tokwõno: Logo após o café da manhã, inicia-se a descida, com parada para almoço e descanso no acampamento Base. Depois, seguimos em direção ao acampamento às margens do rio Kukenán, podendo nos deliciar com um refrescante banho de água gelada para relaxar os músculos. São 14 km de caminhada.

Dia 7

-Rumo à Santa Elena e retorno à Boa Vista: Logo após o café da manhã, fazemos o trekking até Paraitepuy. São cerca de 4 horas de caminhada. Chegando lá, vamos de Toyota 4×4 à comunidade  de São Francisco de Yuruani, onde comemos um delicioso almoço (não incluso no pacote), visitamos algumas lojas de artesanato e seguimos viagem para Boa Vista.

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Cachoeira dos Turcos

Rapel e Aventura com as crianças, é possível?

Que tal você proporcionar um dia ou um fim de semana diferente às suas crianças? (Por Lyla Reis)

A cachoeira dos Turcos tem aproximadamente 30 metros de altura)
(Cachoeira dos Turcos, Turvo-PR)

Desde crianças fomos acostumados a ganhar presentes e mais presentes dos nossos pais, dos parentes e dos avós. E assim fomos crescendo, juntamente com nossas expectativas de TER cada vez mais bens materiais. Assim fomos educados e educamos nossas crianças, acostumando-lhes a esperar aquela boneca que fala trezentas palavras ou aquele celular top de linha. A geração dos nossos pais ainda não era crítica em relação ao estilo de vida imposto pelo capitalismo, ditado pelo consumismo exacerbado, em que algumas datas comemorativas são utilizadas como manobras comerciais para grandes empresas venderem seus produtos.

Mesmo sendo criados em meio a esse consumo desenfreado, hoje somos mais críticos em relação ao mundo que nos cerca e temos a capacidade de agir de forma mais reflexiva frente às imposições da mídia, visto que temos mais acesso às informações e discussões de todos os tipos. Umas das questões mais discutidas na atualidade é o SER em vez de TER, e a aproximação do homem à natureza para fugir da loucura das cidades e dos problemas diários. Unindo os dois assuntos, cabe a seguinte pergunta: que tipo de pessoa você quer que seu filho seja?

IMG 20171012 135407 368 - Cachoeira dos Turcos
(As crianças faceiras brincando na água e deslumbradas com a cachu!)

20170924 135535 01 - Cachoeira dos Turcos

Se você se importa com a essência mais do que com a aparência e o status de seu filho, o primeiro passo é cuidar do estilo de vida que você oferece para sua(s) criança(s)! Se você quer formar um ser humano menos estressado e mais leve, menos infeliz porque não consegue comprar um carro do ano, porém mais grato por ter saúde, comece a trocar presentes por experiências!

Você pode começar agora! Reserve um final de semana numa pousada, em um hotel fazenda no meio do mato; poupe dinheiro e viaje com seu(s) filho(s) para a praia, para uma cachoeira; passe um dia apenas numa cachoeira e faça um piquenique com ele(s). Ensine-o(s) a caminhar em uma trilha, a olhar por onde anda(m), a prestar atenção aos barulhos da mata, a cuidar da natureza e proteger os animais. Crianças adoram bichos, além disso, a floresta é um espaço encantado no imaginário delas! Aflore essa imaginação! Instigue seu(s) filho(s) a se virar sozinho(s), a ajudar a carregar a mochila, e a tomar boas decisões. Também é legal o momento de organizar a mochila: façam juntos! O que levar? Ensine-o(s) a pensar o que pode ser útil numa determinada aventura: protetor solar, repelente, água, lanches saudáveis, frutas, toalhas, chinelos, outra muda de roupa etc.

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(nadamos no poço com as crianças até embaixo da queda d’água – será que a Vic e o Kalel se divertiram?)
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(Vic e Kalel dando as primeiras braçadas e pernadas – ensine às suas crianças a nadar, é essencial!)

G1589926 - Cachoeira dos Turcos

Respondendo à pergunta inicial, é possível, sim, fazer aventuras com crianças, pois elas estarão bem onde quer que seus pais estejam felizes em levá-las! Logicamente, devemos adequar as atividades às idades delas! Sempre montamos roteiros voltados para nossos filhos, ou tentamos adequar a programação a eles. Domingo (24/09/2017) levamos nossas crianças de quatro anos pela segunda vez em uma cachoeira (a primeira vez, levamos no Recanto Perehouski, em Prudentópolis-PR e a segunda, foi aí, na Cachoeira dos Turcos, Turvo-PR). Em ambas as vezes, procuramos cachoeiras de fácil acesso, com trilhas pequenas e espaço para montarmos um piquenique e, principalmente, com poço raso para que elas pudessem brincar na água. Levamos os avós juntos, que olharam as crianças enquanto descíamos de rapel. A intenção era reconhecer a viabilidade de descer com as crianças. No entanto, decidimos que seria arriscado levá-las ao topo da cachoeira, pois a trilha de subida era muito íngreme e escorregadia. Mas já temos outro lugar em mente para introduzi-las na atividade! O importante é que elas tiveram o contato com as cordas, capacetes e aparelhos necessários, com as trilhas, com as pedras do caminho e passaram tempo de qualidade conosco nadando e sentindo a força das quedas d’água. Precisamos dizer que elas amaram? Um dia assim é cansativo, mas gratificante e bastante marcante na infância delas! Faça isso por seu(s) filho(s) também! Dê essa oportunidade a ele(s)! Crie seus filhos para criarem um mundo melhor!

G1539885 - Cachoeira dos Turcos
(Vic aprendendo a usar a Go Pro)

As crianças jogaram a corda "para nos ajudar a sair da água". Toca aqui!

A Cachoeira dos Turcos, no Turvo-PR, fica a 31 km de Guarapuava. A propriedade do Sr. Getúlio fica à beira da BR-466 e a trilha até a cachoeira é de apenas 5 minutos de descida – bem tranquila! Lá embaixo tem bastante espaço para acampamento e piquenique, mesas e uma churrasqueira. A “cachu” tem um poço raso, mas também uma parte funda, legal para nadar. É ótimo para levar as crianças e cachorros de estimação! #ficadica

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Organização da aventura:

Quem organizou a atividade foi a galera do Guarapuava Adventure e da Caetê – Vida ao Ar Livre, de Guarapuava. O Bruno Banhuk (Whatsapp: 42 99969-6254) e o Rodrigo Hohl (Whatsapp: 42 99902-2627) são líderes de aventura, especializados em técnicas verticais e todos os finais de semana montam uma programação (campings, rapel, cascading, montanhas, trekking, aqua trekking, caminhadas noturnas) para os aventureiros e interessados em dar o #start na vida junto à natureza! Eles possuem equipamentos adequados e de alta qualidade para proporcionar atividades de aventura divertidas e seguras!

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(Enquanto descemos de rapel, as crianças ficaram com a vovó Socorro e com o vovô Ernesto)

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