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Checklist Monte Roraima

O que levar para a expedição de 7 dias

Já planejou a sua viagem ao Monte Roraima?

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Pedra Maverick – o visual do paredão e da Gran Sabana é irado, mas a névoa estava cobrindo tudo nesse momento!

Então é hora de se preparar! Com certeza,  a maioria das pessoas temem um trekking tão longo (os trekkings para o Monte Roraima são de no mínimo 6 dias)! A gente se pergunta:

Será que vou aguentar?

Sim, todo mundo que sonha em conhecer o Monte Roraima aguenta chegar lá! Se você já tem alguma experiência em trilha, irá super bem, se não tiver, vai achar que anda muito, vai ter que prestar mais atenção onde pisa, vai ficar cansado, mas vai conseguir!

É muito perrengue?

Mais ou menos! O que você chama de perrengue pode não ser pra gente, e vice-versa. Sair da nossa zona de conforto requer coragem e disposição! Logicamente, para quem tem uma vida muito sedentária, baseada em conforto e proteção do “lar doce lar”, terá mais dificuldade em se adaptar ao fato de estar em meio à natureza, entregue às condições climáticas, tomando banho de rio gelado e  fazendo cocô numa sacolinha com cal. Para quem já acampa com frequência, a Expedição Monte Roraima é fichinha!

Vou conseguir carregar o meu mochilão?

Depende! Se você quiser levar a sua casa inteira, realmente fica difícil, e terá que pagar R$250,00 a um carregador transportar sua mochila durante os 7 dias. Mas se você seguir o nosso checklist abaixo, você suportará 8 a 10 kg nas costas!

Tenho preparo físico? Pessoas gordinhas já fizeram! Grupo de idosos já fizeram! Então, achar que está sem preparo é desculpa! Lógico que se você não dá uma corridinha de vez em quando e não fizer atividades físicas regularmente, irá sofrer mais que outras pessoas que têm os esportes como hábito. Mas o bom do trekking ao Monte Roraima é que cada um faz no seu ritmo e você não compete com ninguém a não ser você mesmo, podendo ser uma ótima oportunidade de introspecção e superação própria, não acha? O guia da Clube Native, agência com a qual fizemos a expedição, diz que todo mundo cansa ao fazer o monte, do curioso ao Iron Man, do sedentário ao trilheiro, do iniciante ao experiente. E ele tem razão! Nós, aventureiros, acostumados a fazer trilhas até 14 km, a subir montanhas, a acampar e a correr, também estávamos exaustos no último dia! E se tem um conselho que podemos dar, seria: comece o Crossfit ou um treinamento funcional uns meses antes de ir. Deu um gás, rapazzzz!

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Vamos para a listinha do que levar, porque se tem uma coisa que pode aliviar o seu sofrimento, é carregar pouco peso! Se você leva uma barra de cereal a mais lá pra cima, você fica se torturando e se perguntando: por que eu trouxe tanta coisa desnecessária?

Com a Clube Native, a experiência Monte Roraima é impecável e maravilhosa! Você não precisa se preocupar com barracas, sacos de dormir e isolantes térmicos, os quais, inclusive, são de ótima qualidade. Porém se você, como nós, tem aqueles isolantes auto-infláveis, acolchoados, é preferível levá-los. Proporciona um conforto a mais na hora de dormir e uma noite bem dormida reflete no seu bom desempenho na caminhada! Compramos os nossos na Casa do Pescador.

Checklist (baseado no que levamos e o que não levamos, mas vimos que era necessário!)

-Documento com foto, de preferência RG;

Calçados: Botas de trilha amaciadas (botas novas causam bolhas), papetes (crocs são ótimas), havaianas para os acampamentos durante o trekking e no topo (entrar e sair da barraca, ir ao ‘banheiro’, tomar banho no rio) e 03 pares de meias (basicamente, usamos o par de meias molhado para atravessar os rios e fazer as trilhas na chuva, o par seco para quando não estiver chovendo e a terceira como reserva);

Roupas: íntimas, a critério pessoal; 02 calças para caminhada (uma para molhar e outra seca); 01 bermuda (homens) e 01 shorts (mulheres); 03 camisetas dry-fit (manga longa, de preferência); roupa de dormir e para o frio (calça e camiseta térmicos + conjunto de moletom (é pesado, mas necessário) + 01 Anorak (casaco corta vento) + 01 Fleece (segunda pele felpuda) + 01 par de meias quentes + gorro/toca + luvas + cachecol + bandana + balaclava); biquini e sunga;

Cuidados pessoais: toalha de microfibra; sabonete e shampoo biodegradáveis, creme para pentear sem enxágue (Creme de  Tutano da Bio Extratus); escova e pasta de dentes + fio dental; desodorante; protetor solar e labial; hidratante (Linha Botica Lavanda e Propomel da  Bio Extratus); lenços umedecidos; repelente de insetos (dos bons!), fita para bolhas (da Nexcare) e Clor.in (pastilha para desinfetar a água);

Farmacinha com remédios para dor de cabeça, dor de estômago (acontece frequentemente os “desarranjos intestinais” devido à água, ao uso do clor.in e, até mesmo, à ingestão de comida diferente), enjoo, anti-alérgico, anti-inflamatório (para dores musculares – recomendamos Cataflan aerossol), band-aid, esparadrapo, micropore, antisséptico, gaze, faixa, relaxante muscular, pomada para assaduras e vaselina para evitar bolhas e calos nos pés.

Acampamento e utilidades: mochilão com proteção estanque; capa de chuva; chapéu estilo ‘legionário’ (com aba que protege o pescoço atrás); óculos de sol; garrafa d’água; lanterna de cabeça; corda para varal; sacos plásticos pequenos (lixo etc.); sacos plásticos grandes (roupas molhadas fora do saco-estanque; saco-estanque (essencial para manter as roupas de frio e de dormir, além da lanterna e equipamentos eletrônicos – compramos o nosso de 40 litros da Guepardo, na Casa do Pescador); baterias extras de lanterna e go pro, e carregador portátil para celular; mochilinha ou pochete de ataque (para os tours no topo, que caiba água, capa de chuva, lanchinho e equipamentos de fotografia) e cobertor de emergência (aqueles dobrados, bem pequeninhos).

Lanchinhos: saquinho com variedade de castanhas (mix com uvas passas, damasco, fruta desidratada); barras de proteína; gel de carboidrato (para quem não for acostumado a fazer exercícios físicos); barra de chocolate (delícia para comer de sobremesa depois do jantar); 02 pacotes de biscoito (pode ser bolacha integral); 02 bananas apenas para o primeiro dia; levamos também uma garrafinha de pimenta Tribal Pepper, que é pequena (60 ml), leve e dá um sabor delicioso às refeições; dá pra combinar com o grupo e levar uma garrafa de vinho (para socializar à noite).

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Checklist Monte Roraima

O que levar para a expedição de 7 dias …

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O nosso dia a dia no Monte Roraima

Os detalhes da nossa rotina no maior tepui do mundo!

Tem o sonho de fazer a Expedição Monte Roraima? Mas não sabe o que te espera por lá? Saiba aqui como foi o nosso dia a dia durante os 7 dias de trekking no ‘Mundo Perdido’! LEIA MAIS Tudo sobre a nossa Expedição Monte Roraima Checklist Monte Roraima Mesmo lendo muito a respeito do Monte […]

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Expedição Monte Roraima

Os encantos e mistérios do Paraíso das Cachoeiras

A Expedição Monte Roraima é o trekking dos sonhos de todo trilheiro e aventureiro e atrai as atenções de biólogos e geólogos do mundo inteiro. Sabe por quê?

O imponente Monte Roraima
Monte Roraima visto depois da travessia do Rio Kukenán

O Monte Roraima constitui um tepui (tepuy), tipo de monte em formato de mesa, típico do Planalto das Guianas. Localizado na tríplice fronteira entre Brasil a leste (5% de sua área), Guiana ao norte (10%) e Venezuela (85%), o imponente tepui é o oitavo ponto mais alto do Brasil, com 2.875 metros de altitude. A sua origem remonta ao período Proterozóico (antigo pré-cambriano), há cerca de 1,7 a 2 bilhões de anos, antes da existência de uma vida complexa no planeta! Lá em cima, encontram-se fauna e flora marcados por acentuados endemismos (grupos taxonômicos que se desenvolveram numa região restrita, causados por mecanismos de isolamento, alagamentos, movimentação de placas tectônicas – deriva continental – e, por isso, tiveram que se adaptar.

Espécie endêmica de planta vista apenas no topo do Monte Roraima
planta vista apenas no topo do Monte Roraima

No topo, o terreno acidentado, inóspito, de solo ácido e pobre devido à lixiviação promovido pelo curso das águas, que impede a fixação dos nutrientes, encontramos uma vegetação diferente de tudo o que já vimos em nossas aventuras, com diversas espécies de plantas carnívoras, bem como répteis e anfíbios que vêm sofrendo constante evolução. Por exemplo, o sapinho “brachy” que era venenoso, mas, por falta de predador, não é mais. Vimos também um quati solitário, que rondava o nosso acampamento esperando receber comida. Ainda há muito o que se descobrir no topo do Monte Roraima e a cada ano novas espécies são descobertas.

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O planalto Monte Roraima é composto de arenito e conglomerados de dioritos, recoberto por camadas de argila e depósitos de quartzo. Tudo isso, propicia a formação de alguns dos atrativos que visitamos no topo: o “Vale dos Cristais”, elevadas concentrações desse mineral formam um “tapete” de vários centímetros de cristais brancos e rosados, e o arenito, erodido pelas condições climáticas, pode assumir o formato de monolitos, assemelhando-se a animais, objetos e outros – as pedras do “golfinho”, da “tartaruga”, do “macaco”, da “igreja”, do “labirinto” e do “coração”. O interior do planalto é repleto de cavernas, fendas, cânions e sumidouros, motivos que conferem o ar de mistério ao monte.

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CLIMA:

O clima é tropical, com verão (estação seca) de dezembro a março e inverno (chuvoso) entre abril e outubro. Isto é a teoria; na prática, o clima é bastante instável e nunca se sabe quando pode chover. No topo, a temperatura cai bastante, faz frio, é úmido e é comum ter muita névoa, mais um motivo que dá um certo mistério ao local, pois só enxergamos o que está a nossa frente à medida em que vamos andando, e a sensação é de andar sobre as nuvens! Nos meses de chuva (época em que fizemos a expedição), surgem incontáveis e gigantes quedas d’água. Por isso, o Monte Roraima também é conhecido como o Paraíso das Cachoeiras.

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EL PASO DE LAS LAGRIMAS
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ABISMO

HISTÓRIA: 

No ano de 1595, durante a colonização britânica e espanhola, foi descoberta a incrível Montanha de Cristal, o Monte Roraima. Porém só foi escalado pela primeira vez no ano de 1884, pelo aventureiro Everard Ferdinand Im Thurm. O monte já foi fonte de inspiração para escritores como Arthur Conan Doyle, que descreveu em seu livro, O Mundo Perdido (1912), as riquezas naturais e belezas da região, o qual inspirou o filme de animação UP, altas aventuras!

É por toda essa história, singularidade, beleza, imponência, lendas, mistérios e dificuldade de acesso que o Monte Roraima fascina muitas pessoas, inclusive nós! Vem com a gente para mais uma aventura?

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QUANDO IR?

É quase que unânime a ideia de que a melhor época para o trekking ao Monte Roraima é entre dezembro e março. Na verdade, esse período é menos chuvoso na região, mas não significa que não choverá! O contrário também pode acontecer: há expedições no inverno em que não chove, e o grupo tem a sorte de pegar dias ensolarados e abertos. Com certeza, é menos sofrido ir na estação seca, porque os equipamentos, as barracas e as roupas não molham, além de ser menos frio. Porém você não verá as cachoeiras, pois elas secam.

Fizemos a expedição de 7 dias entre 28 de abril a 04 de maio

1º dia: sol;

2º dia: muita chuva de manhã que encheu o rio Tek e Kukenán. Como temos que atravessá-los, tivemos que esperar até meio dia para começarmos a caminhada. Depois abriu o tempo;

3º dia: a ascensão foi de muita chuva o dia inteiro. Chegamos no topo ensopados e com muito frio;

4º e 5º dias: garoa e névoa no topo o dia todo. Mesmo assim, fizemos os trekkings para visitação dos atrativos. No final do 5º dia abriu o tempo, tivemos minutos sem névoa e fomos presenteados com vistas surreais dos paredões do Monte Roraima, das dezenas de cachoeiras, do tepui vizinho, o Kukenán, e da segunda maior queda livre do mundo.

6º e 7º dias: Descida com muito sol e direito a um banho geladinho no rio Tek para relaxar os músculos.

Preparativos pro trekking Monte Roraima
Galera animada de turistas e índios venezuelanos (guias e carregadores) nos preparativos para o trekking!
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Descanso e captação de água

DOCUMENTAÇÃO

Não é exigido passaporte. Leve identidade e carteira de vacinação contra a febre amarela. Não estava sendo cobrada a Carteira Internacional de Vacinação.

COMO CHEGAR E COM QUEM IR

De Boa Vista a Pacaraima, cidade brasileira que faz fronteira com a Venezuela, são 23O Km pela BR-174. Passando para o lado venezuelano, já na Autopista 10 (rota internacional que corta a Gran Sabana, liga o interior ao caribe e passa por várias comunidades e aldeias), chegamos em Santa Elena de Uairén, porta de entrada para o Monte Roraima. Mas para chegar ao monte, é obrigatório estar acompanhado de um guia local, contratado diretamente na Venezuela ou por meio de agências no Brasil.

  • Contratação de um guia na Venezuela: opção que pode parecer mais econômica. Mas você terá que pesquisar um guia de confiança, montar um grupo e ainda chegar à Santa Elena por conta própria. Realmente não aconselhamos essa prática, pois há muitos “índios” descomprometidos e que abandonam seus clientes turistas no meio da expedição e nós vimos isso acontecer!
  • Contratação de uma agência venezuelana: os preços são mais acessíveis por conta da desvalorização do Bolívar em relação ao real, porém você terá que chegar a Santa Elena por conta própria e os serviços podem não ser o esperado.
  • Contratação de uma agência brasileira: Mais recomendado por ser mais seguro e incluir transporte até o lado venezuelano. Fizemos com a Clube Native (@clubenative), de Boa Vista. Recomendamos e aconselhamos! Foi uma experiência maravilhosa, pois eles operam o trekking com uma equipe de nove índios venezuelanos super unida, responsável, experiente na trilha, cozinham muitooooo bem e entendem do clima, de primeiros socorros, costuram botas, carregam toneladas e, mesmo assim, estão sempre de bom humor e dispostos a ajudar. São verdadeiros super-heróis!

ALIMENTAÇÃO, BARRACAS E EQUIPAMENTOS

Ao contratar a Clube Native, está incluso no pacote o transporte até a Venezuela, alimentação nos 7  dias de trekking, barraca dupla, isolante térmico, saco de dormir, taxas administrativas e deslocamento de retorno à Boa Vista. Você só precisa levar seu mochilão com roupas e outros equipamentos individuais que contamos no checklist . Toda a alimentação é levada pelos guias locais, que preparam as refeições fresquinhas três vezes ao dia (café da manhã, almoço e jantar). Você só precisa levar petiscos e snacks, mas não caia na tentação de levar muita comida.

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OBS1: Você pode pagar um carregador por R$250,00 (mochila até 15kg);

OBS2: Os equipamentos oferecidos pela Clube Native são de ótima qualidade. E todo o resto compramos na Casa do Pesacador.

MANEJO DE ÁGUA, LIXO E BARRACA DO COCÔ

O trajeto ao topo do Monte Roraima é estrategicamente pensado à beira de rios para a coleta de água e banho. Da mesma forma estão localizados os chamados “hotéis” lá em cima, onde os guias montam nossas barracas e ficamos “hospedados” durante a expedição. Então, não se preocupe em levar muita água. Leve uma garrafa de 2 litros, CLOR.IN para desinfetação, e vá planejando a sua próxima captação de água. Os índios vão avisando os pontos. Leve também uma sacolinha para colocar o lixo que você produz durante a trilha e na barraca, depois vá entregando aos guias. Para fazer xixi, você pode ir no mato. Para fazer o nº2 existe a “barraca do cocô”, com penico e sacolinha com cal. Os guias também vão recolhendo.

O TREKKING (DIA A DIA)

DIA 1

-Saída de Boa Vista às 5:00h rumo à fronteira (Santa Elena de Uairén). Às 7:30h tem parada para café da manhã em Pacaraima;

-Rumo ao Paraitepuy: embarque nas Toyotas tacionadas. É cerca de 1:30 de 4×4 até o Paraitepuy, onde almoçamos, recebemos nossos isolantes térmicos e sacos de dormir;

-Trekking até o 1º acampamento Tokwõno, às margens do rio Tek: São 14 km de caminhada, mais ou menos 5 horas de caminhada a céu aberto, em meio à Gran Sabana, passando por riachos para tomar água e encher as garrafas. Lá, os índios montam as barracas e preparam o jantar enquanto tomamos banho no rio.

-Recomenda-se fazer o trekking de calça (para evitar picadas de puri puri e camisas de manga longa com proteção UV. Usar protetor solar, repelente e chapéu.

Dia 2

-Rumo à base: São cerca de 11 km até o acampamento Base, chegando a uma altitude de 1.850 metros. Logo no início da caminhada, atravessamos o Rio Kukenán.

-Recomenda-se atravessar de meias, pois elas aderem às pedras do rio, ou de papetes (tipo crocs). Também é legal usar aquelas calças que viram bermudas e ter a capa de chuva sempre de fácil acesso.

Dia 3 (1ª noite no topo)

-Hora de subir a rampa: da base ao topo são 3 km de subida, 4 a 5 horas de caminhada. “La rampa” é uma fenda natural que forma uma trilha que dá o único acesso ao topo do Monte Roraima. A fauna e a flora são muito exuberantes, e podemos observar várias espécies endêmicas, que só existem lá. A floresta já é úmida, com muitas travessias de pontos de águas, inclusive o  Salto Passo das Lágrimas. Passamos também por 2 “miradores” (mirantes), de onde observamos a Gran Sabana. Chegando ao topo, ainda caminhamos para chegar nos abrigos naturais, cavernas conhecidas como “hotéis”, localizados a 2.800 metros de altitude.

-Recomenda-se vestir calças e mangas longas. Devemos ter as mãos livres para segurarmos em galhos e raízes. Tomar cuidado com as pedras soltas. Quem precisar, use tensores para joelhos e tornozelos, pois são muito sobrecarregados.

Dias 4 e 5 (Tour pelo topo)

-Café da manhã e saída com destino aos atrativos do monte. Os guias fazem os roteiros dependendo do clima e disposição do grupo. Pode-se caminhar o dia inteiro, retornando apenas no final da tarde, ou caminhadas matutinas, com retorno para o almoço no “hotel” e depois caminhada vespertina. Mais uma vez, a quantidade de atrativos visitados vai depender do ritmo do grupo e das condições climáticas.

-Para o tour em cima do Roraima, recomenda-se usar vestimentas de acordo com o clima, levar capa de chuva, casaco corta-vento, protetor solar (mesmo nublado e com névoa, o sol queima), protetor labial, bandanas, balaclavas, lanche para a trilha.

Dia 6 (Início do retorno)

-Descida e retorno ao acampamento Tokwõno: Logo após o café da manhã, inicia-se a descida, com parada para almoço e descanso no acampamento Base. Depois, seguimos em direção ao acampamento às margens do rio Kukenán, podendo nos deliciar com um refrescante banho de água gelada para relaxar os músculos. São 14 km de caminhada.

Dia 7

-Rumo à Santa Elena e retorno à Boa Vista: Logo após o café da manhã, fazemos o trekking até Paraitepuy. São cerca de 4 horas de caminhada. Chegando lá, vamos de Toyota 4×4 à comunidade  de São Francisco de Yuruani, onde comemos um delicioso almoço (não incluso no pacote), visitamos algumas lojas de artesanato e seguimos viagem para Boa Vista.

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